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História do Festival de Inverno de Campos do
Jordão
Criado em 1970, pelos maestros Eleazar de Carvalho, Camargo
Guarnieri e Souza Lima, o Festival de Inverno de Campos do
Jordão foi inspirado no Festival de Tanglewood, um recanto
da cidade de Lenox, no estado norte-americano de
Massachussets. Sua história está ligada ao Palácio Boa
Vista, residência oficial de férias do governo paulista. O
então governador do Estado, Abreu Sodré, resolveu abrir o
local à visitação pública e para marcar a nova fase do
palácio, foi instituído o Festival de Inverno que, em seu
primeiro ano, já recebeu nomes consagrados da música
clássica brasileira.
Os primeiros
concertos aconteceram no salão nobre do Palácio Boa Vista. O
auditório só seria construído em 1978, após a morte de Luís
Arrobas Martins. Para homenageá-lo, a Assembléia Legislativa
mudou o nome do evento para "Festival de Inverno Luís
Arrobas Martins".
A partir de 1973, o
maestro Eleazar de Carvalho, então diretor artístico do
Festival, deu início à programação pedagógica, concedendo
bolsas de estudos para jovens promissores no campo da música
e aconteceram as primeiras oficinas direcionadas a
estudantes. Foram 380 bolsistas que, além de compartilharem
experiências com mestres consagrados da música erudita, se
apresentaram sob a forma de uma orquestra.
Este caráter
pedagógico, que permanece até hoje, possibilita aos
estudantes o aprofundamento de estudos musicais através de
aulas, em tempo integral, com renomados professores.
Em 1975, começou a
busca por um terreno onde seria construído um espaço para
receber o Festival. Três anos depois, foi inaugurado o
Auditório Campos do Jordão que, em 1989, ganhou o nome de
Cláudio Santoro. Mas não apenas o espaço físico do Festival
de Inverno foi requalificado. O próprio Festival ganhou
notoriedade e grandes nomes passaram a dar aulas aos
bolsistas. Estes jovens músicos começaram , também, a entrar
em contato com compositores experimentais como Cláudio
Santoro, Hans Joachin Koellreutter e Almeida Prado.
Em 1979, o pianista e
maestro Nelson Ayres promoveu um curso de jazz para
aproximar o erudito do popular e músicos cujos trabalhos
estão no limite de ambos os gêneros, como Egberto Gismonti e
Hermeto Pascoal, se apresentaram em shows concorridos.
Estudantes de todo o
Brasil e de vários outros países do mundo passaram a
freqüentaram o Festival de Inverno de Campos do Jordão e
muitos tem , hoje, seu trabalho reconhecido
Internacionalmente como Roberto Tibiriçá, Juan Serrano,
Wagner Politshuc, Clotilde Mafalda Pereira Carneiro, Flávio
Florence, Fábio Mechetti, Luís Fernando Malheiro e Arcádio
Minczuk.
REFORMULAÇÃO
A partir de 1995, o
Festival entrou em uma nova fase, não só na qualidade da
programação, que trouxe nomes internacionais de peso como o
tenor Roberto Alagna, Aprile Millo e Harolyn Blackwell, as
irmãs pianistas Kátia e Marielle Labéque, a pianista Maria
João Pires e o violinista Augustin Dumay, o violoncelista
Anatoli Krastev e o trompetista Daniel Havens, o tenor Ramón
Vargas, além dos bailarinos Fernando Bujones e Jennifer
Gelfand e o Ballet Kirov, como também na infra-estrutura,
que foi ampliada e requalificada. O Auditório Cláudio
Santoro foi reformado e modernizado, contando com
alojamentos para mais de 400 bolsistas.
O apoio da iniciativa
privada tem sido importantíssimo permitindo ao Governo do
Estado manter o alto nível da programação e possibilitando
ao núcleo pedagógico instituir a concessão de bolsas de
estudos no exterior.
Juntamente com o curso
para bolsistas, o Festival oferece atrações de renome
nacional e internacional e o público aumenta anualmente, com
a média de 70 mil espectadores a cada edição.
Em 2001, foi criado o Festival Infantil , que devido ao
sucesso desta iniciativa, passou a fazer parte da
programação oficial do evento, reunindo centenas de crianças
no Auditório Claudio Santoro aos domingos, com espetáculos
de música erudita produzidos especialmente para esta faixa
etária. |
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