Ninguem acreditou no Hotel Escola Senac
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Pedro Paulo Filho |
16/01/2011
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O Hotel Toriba e o Grande Hotel são dois marcos, dos mais importantes no turismo jordanense. Alavancaram a estância na hotelaria e gastronomia. O Grande Hotel, contudo, iniciado em 1944, pelo Governo de São Paulo, e arrendado à família Hillechecht, teve o seu contrato de arrendamento extinto em 1970. O Governador Paulo Egídio determinou ao FUMEST – Fundo de Melhoria das Estâncias que solicitasse a reintegração judicial do imóvel ao Estado.
A ação de reintegração foi julgada procedente em 1979, e confirmada pelo Tribunal de Justiça. O Governo de São Paulo retomou o imóvel. Desalento e tristeza na cidade, fora um golpe mortal no turismo jordanense.
O então Prefeito Fausi Paulo, alarmado, foi falar com o Governador Paulo Maluf sobre as conseqüências desastrosas à estância com o fechamento do Grande Hotel. O Prefeito perguntou ao Governador: “O senhor já viu garçom, camareira, recepcionista e cozinheiro virarem funcionários públicos?” O Governador pensou um pouco e respondeu: “Não, mas qual é a sua sugestão?” O então Prefeito Fausi Paulo começou a reivindicar que o prédio do Grande Hotel fosse transformado em Hotel Escola, nos mesmos moldes do Grande Hotel de São Pedro. O Governador respirou aliviado e autorizou o Prefeito a iniciar as negociações.
O Prefeito Fausi Paulo, imediatamente, buscou contato com a FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. O SENAC aceitou a proposta e o governador José Maria Marim assinou o convênio autorizando o SENAC a instalar um Hotel Escola. O Governador Franco Montoro renovou o convenio. A solenidade de transferência do prédio ao SENAC foi feita com o hotel já desmontado, sem mobiliário, sem quadros e tapetes, paredes sujas, lustres retirados, uma escuridão que não lembrava os dias de glória do Grande Hotel do passado. Houve discursos do Prefeito Fausi Paulo e de José Papa Junior, presidente do SENAC.
A platéia fria e desanimada. Um dizia: “Isso é papo furado, politicalha de véspera de eleição”. Outro resmungava: “Puxa! Em véspera de eleição acontece de tudo!”
O terceiro desacreditado proclamava: “Duvido que venha o Hotel Escola. Os políticos pensam que o povo é burro!”
O descrédito era geral em quase todos os assistentes da solenidade. Os únicos que estavam acreditando eram o Prefeito Fausi Paulo e José Papa Junior, presidente do SENAC. Apesar daquele doloroso descrédito e ceticismo de todos, em agosto de 1996, sob a presidência de Abraham Szajrnam, do SENAC, iniciaram-se as atividades educacionais do Hotel Escola SENAC de Campos do Jordão, que funciona nas proximidades do Grande Hotel SENAC, todo remodelado e modernizado. Campos do Jordão passou a ter uma das 37 unidades do Estado do Centro Universitário SENAC, ministrando cursos de Administração e Negócios, Gastronomia e Nutrição, Lazer e Eventos, Turismo e Hotelaria, além de Educação, tudo em pleno funcionamento. Ninguém acreditou que um sonho longínquo se tornasse realidade.
Moral da história: “Não se faz hoje políticos como antigamente”.
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CErtbQPZgNtUy comentou:
Knowledge wants to be free, just like these ariltces!
15:15:22 15/7/2011


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