Dica de Leitura por Carlos Abreu - O gênio incontestável
14/06/2012
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O que sabemos sobre o maior artista brasileiro do período colonial, o Aleijadinho? Seu nome nos é tão próximo que criamos uma falsa sensação de familiaridade com sua obra. Porém para nós, pessoas comuns, esse conhecimento é pequeno e pouco claro. A dica de leitura de hoje vai nos mergulhar em um mundo de beleza e mudar essa situação. Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu em Vila Rica em 1730. Era filho de um arquiteto português com uma escrava. Aprendeu o ofício com o pai e se transformou em um reconhecido profissional, recebendo inúmeras encomendas. Sua vida foi longa e sofrida. Até os 47 anos exerceu sua atividade “em gozo de plena saúde”. Mas os sintomas da doença que originou o apelido pelo qual ele passou a ser conhecido começaram a aparecer. Lentamente ocorreu a atrofia e a perda dos dedos das mãos, sendo necessário trabalhar com instrumentos presos aos braços. Ele continuou a produzir até sua morte, aos 84 anos, na mais absoluta pobreza. Este livro nos mostra todas suas imagens devocionais, criadas para igrejas ou adoração doméstica. E também a impressionante série feita para o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo. O Aleijadinho não assinou a maioria das esculturas devocionais. Olhos grandes e amendoados, as sobrancelhas arqueadas, com o relevo partindo já do fino nariz, lábios discretamente separados, o queixo em montículo, muitas vezes com um pequeno furo, são algumas das características técnicas de seu estilo. Mas na beleza, na expressividade, no gesto e no sentimento que captamos de imediato está o verdadeiro toque do mestre. O livro “Aleijadinho e sua oficina”, de Myriam Andrade Ribeiro, Olinto R. dos Santos Filho e Antonio F. B. dos Santos foi publicado pela Editora Capivara e também pode ser encontrado na Biblioteca Municipal de Campos do Jordão.
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