A região do Vale do Paraíba voltou a registrar índices críticos de umidade relativa do ar nesta terça-feira (24), intensificando os efeitos da nova onda de calor que atinge o Sudeste. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), cidades como Taubaté, Bragança Paulista e Cachoeira Paulista apresentaram níveis de umidade similares aos do deserto do Saara, onde o índice oscila entre 14% e 20%.
Em Taubaté, o índice de umidade foi o mais baixo da região, atingindo 14%. Este, porém, não foi o menor valor registrado no mês. No dia 10 de setembro, a cidade alcançou apenas 12% de umidade, o menor índice dos últimos nove anos. Bragança Paulista e Cachoeira Paulista também registraram números críticos, com 19% de umidade nesta terça-feira.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a umidade relativa do ar esteja entre 60% e 80% para garantir condições saudáveis. Quando o índice fica abaixo de 20%, a situação é considerada emergencial, devido ao aumento dos riscos à saúde, como desidratação, problemas respiratórios e agravamento de doenças crônicas.
Além dessas cidades, outras estações meteorológicas da região também apontaram índices abaixo do ideal. São Luiz do Paraitinga registrou 23% de umidade, enquanto Campos do Jordão, a cidade mais alta do país, ficou com 24%.
Onda de calor
O Inmet emitiu no domingo (22) um alerta de ‘onda de calor’ para 36 das 46 cidades do Vale do Paraíba e região bragantina. O alerta, classificado com a cor laranja, indica “perigo”, e prevê que as temperaturas fiquem até 5°C acima da média histórica para este período, com duração prevista de três a cinco dias.
Essa nova onda de calor intensifica o impacto do clima seco, exigindo cuidados adicionais da população, especialmente em relação à hidratação e proteção contra o sol. Autoridades locais têm orientado que as pessoas evitem atividades físicas ao ar livre nas horas mais quentes do dia e priorizem a ingestão de líquidos.
Com a continuidade do calor extremo e a baixa umidade, a expectativa é que os próximos dias sejam de atenção redobrada para minimizar os danos à saúde e ao meio ambiente.


