Localizada a poucos metros do Marco Zero de Campos do Jordão, a Praça do Artesanato, em Vila Jaguaribe, está no centro de uma polêmica ambiental. Árvores nativas e protegidas por lei, como as icônicas araucárias e o pinho bravo, estão marcadas para remoção. O processo de derrubada chegou a ser iniciado, mas foi interrompido devido à chuva e após a denúncia feita pelo Guiacampos.com.
As araucárias, símbolo da região da Serra da Mantiqueira, são espécies ameaçadas de extinção e possuem grande importância ambiental, abrigando diversas formas de vida. Já o pinho bravo desempenha papel essencial no equilíbrio ecológico local. Ambas são protegidas por legislações ambientais que restringem sua retirada, o que torna ainda mais grave a iminência de sua remoção.
É inacreditável que passados apenas dois dias da inauguração do monumento em comemoração ao povo jordanense a cidade receba uma notícia destas. Pelo menos seis exemplares em extinção tenham recebido autorização para derrubada. A apenas alguns metros do marco zero da cidade um crime contra a natureza. disse Suzana Reis, Porta Voz da Rede Sustentabilidade em Campos do Jordão
O barulho das serras elétricas, ouvido na manhã de hoje, deu início a uma ação que ameaça a preservação de um dos locais mais simbólicos da cidade. A denúncia do Guiacampos.com gerou revolta na comunidade, que exige explicações das autoridades e medidas imediatas para impedir que essa destruição continue.
Procurada pela reportagem do Guiacampos.com, a Prefeitura informou que enviaria uma nota oficial, mas até o fechamento desta matéria não se manifestou. Moradores clamam por ações urgentes para proteger esse espaço histórico e ambiental de Campos do Jordão.

“Por falha de comunicação população não foi informada previamente, como solicitado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMDEMA)” diz Prefeitura
Em nota a Prefeitura Municipal de Campos do Jordão esclarece que o corte das árvores na Praça do Artesanato, em Jaguaribe, estava previamente planejado com base em estudos realizados pelas Secretarias de Obras e Meio Ambiente. Porém, por falha de comunicação do Secretário de Obras, a população não foi informada previamente, como solicitado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMDEMA).
A Prefeitura afirma que houve alterações no planejamento para reduzir o impacto ambiental, minimizando o número de árvores a serem cortadas. Além disso, foi anunciado o plantio de 5 araucárias e 5 exemplares nativos na rotatória, além de 150 araucárias na área protegida do Condomínio Iporanga.
Especialistas destacam que, embora o plantio de mudas seja uma iniciativa positiva, as árvores centenárias, como as araucárias, possuem um valor ecológico insubstituível. Elas desempenham papéis cruciais no sequestro de carbono, preservação da biodiversidade e manutenção do microclima local, além de serem símbolos culturais e históricos da região.


