O comércio da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte foi muito bem em 2024. É o que diz o Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região) com base nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, elaborada mensalmente pela Fecomercio São Paulo, a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado.
As vendas do varejo na RM Vale atingiram R$ 70,8 bilhões no ano passado, a maior receita da série histórica iniciada em 2008 e crescimento real de 12,8% em relação ao ano anterior. Foi o segundo melhor desempenho entre as dezesseis regiões do estado de São Paulo, ficando atrás apenas de Guarulhos.
Em 2024, oito das nove atividades pesquisadas exibiram crescimento no comparativo anual, seis delas atingiram a maior receita história – autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados e supermercados.
Para o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg, esse resultado de 2024 foi excepcional. Além do recorde histórico, o comércio da região cresceu sobre uma forte base de comparação – já havia crescido 10,0% em 2021, 9,7% em 2022, 7,1% em 2023.
“A gente deve a isso a região que estamos – um local turístico, setor que também vem batendo recordes desde a pandemia, e o número de trabalhadores com carteira assinada, mais pessoas e com renda, pagando dívidas e famílias com maior poder de compra”, comenta Dan Guinsburg.
O presidente do Sincovat ressalta ainda a importância de analisar corretamente esse crescimento. “Muitas vendas acontecem hoje também pela internet e a concorrência aumentou. Alguns lojistas acabam não acreditando nesses números, mas são reais, pois recebemos esses dados da Receita Estadual, com base nas notas fiscais que foram emitidas”, explica Dan.
Para 2025, o Sincovat alerta que o cenário é desafiador, considerando a forte base de comparação, a inflação acima do teto da meta e a retomada do ciclo de alta da Selic que impacta o custo do crédito. Alguns segmentos como autopeças e acessórios, concessionárias de veículos e lojas de vestuário, tecidos e calçados já começam a demonstrar desaceleração. “Nesse contexto, é importante que os empresários do comércio adotem uma certa dose de cautela na formação dos estoques e na realização de investimentos”, conclui o presidente do Sincovat.


