A decisão da Embraer de reduzir o regime de home office gerou forte insatisfação entre os trabalhadores da empresa em São José dos Campos. Em assembleia realizada nesta quinta-feira (13), os funcionários manifestaram oposição à medida e exigiram que qualquer mudança ocorra apenas em 2026, garantindo um período de adaptação.
A empresa anunciou que, a partir de agosto, os funcionários deverão retornar ao trabalho presencial, mantendo apenas um dia remoto por semana. Segundo a Embraer, a decisão visa fortalecer a interação entre as equipes, melhorar a colaboração em projetos e agilizar a comunicação e a tomada de decisões.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, ligado à CSP-Conlutas, organizou a votação e criticou a falta de diálogo da empresa. Herbert Claros, diretor sindical, destacou que muitos trabalhadores foram contratados especificamente para atuar em home office e que a mudança pode gerar impactos negativos, especialmente para aqueles que residem longe das unidades da Embraer.
Os trabalhadores aprovaram um estado de mobilização e reivindicam uma negociação direta com a empresa. Além disso, foi votada a solicitação de uma reunião com o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, para discutir o tema.
Em fevereiro deste ano, o sindicato já havia solicitado uma reunião com a Embraer para tratar do assunto, mas a empresa ignorou o pedido. Agora, com a decisão unilateral, cerca de 5 mil empregados serão afetados na região. O sindicato pretende intensificar a mobilização para pressionar a empresa a rever a decisão e estabelecer um diálogo com os trabalhadores.


