O Dia das Mães, comemorado neste domingo (11), é uma das datas mais importantes para o comércio brasileiro. Neste ano, as vendas cresceram 6,8% em relação a 2023, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado. No entanto, o aumento do consumo também atrai a atenção de estelionatários, que se aproveitam do momento emocional para aplicar golpes cada vez mais sofisticados.
Em resposta a esse cenário, a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) lançou a campanha “Tem Cara de Golpe”, alertando os consumidores para os principais riscos e oferecendo orientações de segurança. “Golpistas exploram os momentos em que estamos mais vulneráveis, e o Dia das Mães, com toda a sua carga emocional, é um deles. Um presente inesperado ou uma mensagem fora do comum pode ser o início de uma fraude. Basta um clique”, afirma Leandro Vilain, CEO da ABBC.
A principal recomendação da associação é o uso de ferramentas de proteção digital, como autenticação em duas etapas, bloqueio remoto e mecanismos de segurança em aplicativos bancários. Além disso, é fundamental nunca compartilhar senhas ou dados pessoais por telefone ou mensagens de origem duvidosa.
Caso a vítima caia em um golpe, o ideal é agir rapidamente: comunicar o banco ou operadora de cartão pelos canais oficiais, registrar um boletim de ocorrência e, se for o caso, informar também a operadora de telefonia, bloqueando o aparelho para impedir acesso a aplicativos financeiros.
Os golpes mais frequentes no Dia das Mães
1. Entrega de brindes com maquininha manipulada
Criminosos se passam por representantes de lojas de roupas ou perfumarias e alegam que a vítima ganhou um presente de Dia das Mães. Para finalizar a entrega, solicitam o pagamento de uma suposta taxa via cartão, usando maquininhas com visor danificado. O valor cobrado, na verdade, é muito maior do que o informado.
Em outra variação do golpe, pedem uma selfie da vítima para “comprovar” a entrega — imagem que pode ser usada para fraudes bancárias ou abertura de contas falsas.
2. Golpe do falso pedido online
Sites falsos de e-commerce são criados com promoções tentadoras. Após o pagamento, geralmente via Pix ou boleto bancário, o produto nunca é entregue. Em muitos casos, os dados bancários e pessoais da vítima são usados em outras fraudes.
A recomendação é simples: verificar a reputação da loja, checar o certificado de segurança do site e, se possível, digitar manualmente o endereço da loja no navegador. Antes de pagar qualquer boleto, é essencial confirmar os dados do beneficiário.
3. Falsa central de atendimento
O consumidor recebe uma ligação de supostos atendentes do banco informando compras suspeitas. O objetivo é obter dados bancários, senhas e códigos de segurança. Com essas informações, os golpistas conseguem acesso direto às contas.
Bancos e operadoras de cartão jamais pedem esses dados por telefone. Em caso de dúvida, a orientação é sempre desligar e contatar diretamente o canal oficial da instituição.
4. SMS com links falsos
Mensagens de texto falsas oferecem promoções ou alertam sobre transações suspeitas. Ao clicar no link, a vítima é redirecionada para páginas idênticas às de instituições financeiras ou lojas conhecidas.
Ali, os criminosos solicitam dados como CPF, número do cartão, senha e até selfies. Essas informações são utilizadas para compras indevidas e transações fraudulentas.
Segurança além do consumo
A campanha da ABBC reforça que a proteção vai além da escolha de um presente seguro. Trata-se de um movimento de conscientização para que momentos afetivos como o Dia das Mães não se transformem em armadilhas emocionais com consequências financeiras.
A combinação de carinho, pressa e empolgação torna muitas pessoas mais suscetíveis a fraudes. Informar-se, desconfiar de ofertas boas demais e adotar uma postura preventiva são atitudes essenciais para garantir que o amor de maio não vire dor de cabeça em junho.


