Redes hoteleiras de luxo avançam na adoção da escala 5×2, e Copacabana Palace se destaca

Mudança na jornada dos colaboradores reforça tendência de revisão na gestão de pessoas dentro do setor de alta hospitalidade.

O Copacabana Palace, inaugurado em 1923 e pertencente ao Grupo Belmond, segue como um dos símbolos máximos do luxo no país. Ao longo de mais de um século, o hotel já recebeu personalidades como a rainha Elizabeth II, Walt Disney, Bob Marley — que chegou a compor durante a estadia — além de brasileiros como Carmen Miranda, Pelé e Ayrton Senna. Neste ano, Lady Gaga esteve entre os hóspedes.

Mas, além da longa lista de celebridades, uma mudança interna colocou o hotel novamente em evidência: cerca de 90% dos 600 funcionários passaram a trabalhar em escala 5×2, modelo incomum na hotelaria, que tradicionalmente opera no 6×1. A alteração foi implementada em maio deste ano.
A exceção fica para os seguranças, que permanecem no regime 12×36, por necessidades específicas do cargo.

O movimento acompanha uma transformação mais ampla nas redes hoteleiras de luxo, que vêm reavaliando práticas de gestão de pessoas e ampliando o número de folgas semanais. O Palácio Tangará, outro ícone da hotelaria de alto padrão, também adotou duas folgas por semana neste ano.

Segundo Guillaume Lemarchand, diretor de Recursos Humanos do Copacabana Palace, o momento é de revisão de processos internos e também de reformas na estrutura física do hotel, que passa por modernizações.

Especialistas apontam que jornadas mais equilibradas contribuem para maior qualidade de vida dos colaboradores e ajudam a reduzir a rotatividade, um dos desafios históricos do setor — especialmente em períodos de alta demanda.

 

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