IPT inicia novo mapeamento das áreas de risco

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está em Campos do Jordão para atualizar o mapeamento das áreas de risco da cidade. O trabalho é essencial na elaboração do novo Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), que busca identificar as regiões sujeitas a enchentes e deslizamentos para definir ações de prevenção a possíveis desastres naturais. “São pelo menos nove áreas com muitos morros e encostas que exigem atenção especial, e o estudo do IPT vai nos auxiliar a criar políticas públicas voltadas para esses locais”, afirmou José Carlos Antunes, coordenador da Defesa Civil.

Nesta primeira etapa, os técnicos usam drones para capturar imagens aéreas das regiões mais vulneráveis. Após identificadas, equipes farão vistorias para detalhar os riscos de cada uma delas. “A gente vai classificar como Risco Baixo e Risco Médio as áreas que precisarem apenas de monitoramento. Já as áreas de Risco Alto e Risco Muito Alto, são aquelas que numa próxima chuva estão sujeitas a uma ocorrência”, explicou Juliana Silva, geóloga do IPT responsável pelo levantamento.

Mapeamento atual já tem 12 anos

O último levantamento foi realizado em 2014 pelo Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), que identificou 175 setores de risco em Campos do Jordão com 3.985 moradias. Na época foi feita a seguinte classificação:

Risco Muito Alto: 29 setores

Risco Alto: 45 setores

Risco Médio: 67 setores

Risco Baixo: 34 setores

Obras estruturais foram realizadas com a implantação de redes de água e esgoto, galerias de águas pluviais, bocas de lobo, asfaltamento, entre outras melhorias que contribuíram para aumentar a segurança. Com a atualização do mapeamento, a Defesa Civil acredita em uma redução brusca das áreas de risco. “Nós esperamos com o trabalho do IPT uma queda de 80%”, afirmou Antunes.

Atualmente, os pontos mais preocupantes ficam nos bairros Britador, Vila Santo Antônio, Vila Albertina, Vila Paulista, Vila Paulista Popular, Vila Sodipe, Vila Nadir, Brancas nuvens e Jardim Sumaré. Nesses locais, o monitoramento da Defesa Civil é constante.

Áreas de enchentes também estão no radar

Com a realização de obras de infraestrutura, as encostas passaram a resistir bem às chuvas. O problema são as enchentes e os alagamentos nas áreas baixas da cidade. “Nós melhoramos os morros, mas agora temos alagamentos e o estudo do IPT vai nos auxiliar muito para criarmos políticas públicas contra enchentes também”, ressaltou o coordenador da Defesa Civil.

O relatório final do mapeamento realizado pelo IPT deverá ser apresentado ao Governo Municipal no segundo semestre de 2026. O documento servirá de base para a elaboração do novo PMRR, com ações que minimizem os impactos causados pelas chuvas. “As pessoas não estão nas áreas de risco porque querem, então, é preciso dar mais segurança a elas”, concluiu Juliana Silva, geóloga do IPT.

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