Estudo aponta risco hídrico em manancial que abastece Campos do Jordão

Ribeirão do Fojo está entre os 43 mananciais paulistas com risco de indisponibilidade hídrica futura, segundo levantamento da SP Águas.

Um estudo da SP Águas – Agência de Águas do Estado de São Paulo identificou que o Ribeirão do Fojo, utilizado no abastecimento de Campos do Jordão, está entre os 43 mananciais do estado que exigem atenção diante do risco de indisponibilidade hídrica futura.

O levantamento foi realizado por meio do Projeto Mananciais, integrante do Programa Rios Vivos, que avaliou rios e córregos estratégicos para o abastecimento público em diversas regiões paulistas. Segundo o estudo, a degradação ambiental tem reduzido a capacidade desses mananciais de garantir o fornecimento de água à população no longo prazo.

Entre os principais problemas identificados estão a erosão das margens, o assoreamento dos leitos, a perda de matas ciliares e a redução da vazão dos rios e afluentes. A SP Águas destaca que são necessárias ações de recuperação ambiental e obras de contenção para ampliar a segurança hídrica das bacias hidrográficas.

No Vale do Paraíba, os cursos d’água apontados como prioritários são o Rio Una, responsável pelo abastecimento de Taubaté, e o Ribeirão do Fojo, em Campos do Jordão.

De acordo com o estudo, o Rio Una demanda o maior volume de investimentos na região, com estimativa de cerca de R$ 108,5 milhões em intervenções. Já para o Ribeirão do Fojo, o valor previsto é de aproximadamente R$ 6,7 milhões, destinados a medidas que contribuam para a recuperação e preservação do manancial.

A divulgação do levantamento reforça a importância da preservação ambiental em uma cidade como Campos do Jordão, cuja economia depende fortemente do turismo e que registra aumento significativo da população em períodos de alta temporada. A proteção das nascentes, das matas ciliares e das áreas de recarga hídrica é considerada fundamental para garantir o abastecimento das futuras gerações.

Embora o estudo aponte riscos futuros, ele também serve como instrumento de planejamento, indicando caminhos para que o poder público e a sociedade adotem medidas preventivas capazes de fortalecer a segurança hídrica da região.

 

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