O Festival Internacional da Cerâmica de Cunha encerrou sua 18ª edição com números históricos. Realizado entre os dias 4 e 7 de junho, o evento recebeu aproximadamente 27 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 22 milhões na economia do município, consolidando-se como um dos mais importantes encontros dedicados à cerâmica na América Latina.
De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Cultural da Cerâmica de Cunha (ICCC), a cidade registrou taxa de ocupação hoteleira de 97% durante o período do festival, refletindo o impacto direto da iniciativa sobre hotéis, restaurantes, comércios e prestadores de serviços locais.
Cultura e desenvolvimento caminham juntos
Mais do que um evento artístico, o festival tem se firmado como um importante instrumento de desenvolvimento econômico e valorização cultural. Ao longo dos quatro dias de programação gratuita, moradores e turistas puderam acompanhar exposições, palestras, demonstrações técnicas, rodas de conversa, competições e diversas manifestações culturais.
A edição deste ano contou com a participação de artistas, mestres ceramistas e pesquisadores do Brasil e do exterior, promovendo o intercâmbio de experiências e fortalecendo os laços entre tradição e inovação. Queimas tradicionais, apresentações de capoeira e atividades ligadas à economia criativa também integraram a programação.
Fortalecimento da cadeia produtiva

Os resultados positivos também foram sentidos pelo setor cerâmico da região. Segundo o balanço apresentado pelos organizadores, cerca de uma tonelada de argila foi doada ao ICCC, enquanto fornecedores comercializaram aproximadamente 20 toneladas de materiais durante o evento. Os números evidenciam o crescimento contínuo da atividade ceramista e o fortalecimento da cadeia produtiva associada ao festival.
Ao reunir cerca de 100 expositores e milhares de visitantes, o Festival Internacional da Cerâmica reafirma a vocação de Cunha como um dos principais polos ceramistas do país, preservando saberes tradicionais e impulsionando novas possibilidades para a economia criativa.
Em um momento em que municípios turísticos buscam diversificar suas atrações e ampliar o tempo de permanência dos visitantes, o exemplo de Cunha demonstra como a cultura pode atuar como vetor de desenvolvimento sustentável, geração de renda e fortalecimento da identidade local.


