O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para a primeira onda de calor de 2026, com previsão de temperaturas significativamente acima da média histórica em diversas regiões do país. O fenômeno deve se estender por vários dias e exige atenção especial da população, sobretudo em áreas urbanas e entre grupos mais vulneráveis.
Segundo o Inmet, a onda de calor é caracterizada pela permanência de temperaturas pelo menos 5 °C acima da média por um período prolongado. No Sul do Brasil, o alerta chega ao nível vermelho, indicando risco elevado. No Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o cenário também é de calor intenso, com máximas elevadas ao longo da semana.
Calor fora do padrão
Eventos como este têm se tornado mais frequentes. Especialistas associam o aumento da intensidade e da duração das ondas de calor às mudanças no clima, que alteram padrões atmosféricos e ampliam a ocorrência de extremos — seja de calor, seca ou chuva intensa.
Impactos esperados
O calor excessivo pode provocar:
- aumento de casos de desidratação, insolação e exaustão térmica;
- pressão sobre o sistema de energia, devido ao maior uso de refrigeração;
- impactos na agricultura e pecuária, com estresse térmico em lavouras e rebanhos;
- queda no bem-estar e limitação de atividades ao ar livre.
Recomendações
As autoridades orientam:
- hidratação frequente;
- evitar sol entre 10h e 16h;
- priorizar locais ventilados;
- reduzir esforço físico nos períodos mais quentes;
- atenção a sinais como tontura, náusea e fadiga.
O Inmet reforça que os avisos meteorológicos podem ser atualizados a qualquer momento. A recomendação é acompanhar os comunicados oficiais e as atualizações locais, especialmente em cidades do Vale do Paraíba e da Serra da Mantiqueira, onde o relevo pode intensificar a sensação térmica.


