Campos do Jordão em Momentos Olímpicos com Sul Rosa conduzindo a Tocha

Há menos de 40 dias, pela primeira vez na América do Sul, o Brasil sediará o maior evento esportivo do planeta, os Jogos Olímpicos, que reunirá mais de dez mil atletas disputando 42 modalidades esportivas, durante 19 dias do mês de agosto no Rio de Janeiro.

 

E o clima de Olimpíada já se faz presente no Brasil com a chegada do Fogo Olímpico que está passando por todos os estados brasileiros, 329 cidades, com o Revezamento na condução da Tocha Olímpica.

 

Até o final do revezamento, no dia 05 de agosto quando será acesa a Pira Olímpica na abertura dos Jogos, o fogo terá sido transportado por 12 mil brasileiros selecionados pelo Comitê Organizacional, por cerca de 20 mil quilômetros.

 

Este colunista, após alguns contatos com a atleta Suelene Rosa da Silva, conhecida nos meios esportivos por Sul Rosa e com Jesus Silva da Assessoria de Imprensa da atleta, tomou conhecimento de que a atleta conduzirá a Tocha Olímpica pelas ruas da cidade de Jacareí – SP, no Vale do Paraíba no próximo dia 26 de julho.

 

Quem é Sul Rosa:

 

 “Atleta de Campos do Jordão conduzirá Tocha Olímpica. A cidade de Campos do Jordão ficou de fora da rota do revezamento, porém terá a sua representante. A atleta Sul Rosa (foto), de 21 anos, nascida em Goiânia, mas que adotou a cidade de Campos do Jordão para morar e treinar trará o fogo olímpico para o Vale do Paraíba, será a responsável por conduzir a tocha na entrada da cidade de Jacareí no dia 26 de julho. Sul Rosa foi selecionada pela montadora Nissan, patrocinadora oficial do evento, após tomar conhecimento do histórico de conquistas da atleta que é três vezes campeã brasileira de corrida em montanha e detém mais de cinco grandes conquistas nesta modalidade de corrida .Atualmente Sul Rosa divide o tempo trabalhando com atendimento ao público numa loja de chocolates no Capivari e com os treinamentos físicos. A sua rotina diária inicia as 08 horas da manhã até as 16 horas da tarde, de domingo a domingo na loja e das 17 as 20 horas na pista de atletismo, ou musculação no Duda Fitness, ou Fisioterapia no Cae Fisio ou Pilates no Espaço Fisio Pilates, de domingo a sexta-feira”,  informou a este colunista, Jesus Silva, da Assessoria de Imprensa da atleta.

 

 

Já a atleta Sul Rosa assim se expressou :

 

“Fiquei muito emocionada por ter sido selecionada e aceita pelo Comitê Olímpico para ser uma das condutoras. É um grande feito para mim quanto brasileira e como amante do esporte. Uma honraria assim não está cabendo no meu peito. Ser reconhecida por batalhar dia após dia para estar no topo do esporte brasileiro é algo muito bom. Estarei carregando a tocha e com os pensamentos nas pessoas que me ajudaram desde o início da minha carreira, dos amigos e fãs que torcem por mim.”

 

 

Campos do Jordão e o Momento Olímpico:

 

Mesmo que indiretamente nossa cidade tem muito a ver com os Momentos Olímpicos. Uma cidade para onde convergem atletas de alto nível nacional e internacional e porque não dizer olímpicos, para treinarem ou participarem de competições que aqui se realizam, por ser uma cidade de ar rarefeito, clima de montanha e ar puro. Grandes nomes por aqui já passaram.

 

Campos do Jordão tem um certo elo de ligação com os Olímpicos, senão vejamos: a escritora  Katia Rubio casada com o Dr. Flávio Godoy Moreira, meu amigo e companheiro desde o tempo de infância, que possui residência em nossa cidade e aqui freqüenta constantemente, ela lançou meses atrás um livro intitulado “ Atletas Olímpicos Brasileiros “ e a convite esteve presente na Grécia, por ocasião em que se acendeu a Tocha Olímpica.

 

 

Também reside em Campos do Jordão, Alberto Durão Coelho que é sobrinho neto de Afrânio da Costa um atleta olímpico que consta do referido livro “ Atletas Olímpicos Brasileiros “  que  é portanto tio avô de Alberto Durão Coelho o qual coloquei em contato com a escritora após me informar, ante a minha pergunta, se o Afrânio constava do livro, que  sim, dizendo:

 

Olá José, o Afrânio da Costa foi olímpico e medalhista. O Afrânio está sim. Ele terá também foto. Conseguimos com um pessoal do Rio Grande do Sul, José Gonçalves “  e quanto ao lançamento que iria fazer do livro se expressou ” Se ele puder participar do evento e representar o tio avô será uma honra para mim.”.

 

Alberto Durão Coelho, respondeu:

 

“Participar do evento, com prazer e muita honra, José, Representar o meu tio Afrânio, bem, eu seria um auto designado para  representante de um tio que só na minha geração deve ter perto de 30 sobrinhos. Dos meus tios-avôs, ele foi o último a falecer; e eu sou o primogênito em meu ramo, na geração dos sobrinhos. O tio Afrânio não teve filhos. Tenho muito curiosidade de saber se o “Reed” de seu nome tem algo que ver com o “Reed” do fundador de Abernéssia (a origem é escocesa em ambos os casos).”

 

 

Agora temos a atleta Sul Rosa, uma jordanense por opção, conduzindo a tocha olímpica.

 

 

O que pensam alguns atletas jordanenses sobre a escolha.

 

 

Quando eu publiquei em um post no facebook de que uma atleta jordanense iria conduzir a Tocha Olímpica, houve por parte de amigos algumas manifestações ,alguns até mesmo questionando a escolha, obviamente, sem desmerecer a atleta escolhida:

 

 

O Atleta Ivan Pires assim se manifestou :

 

Gente, na verdade entendo que o questionamento correto seria: Por que Campos do Jordão não está na rota do revezamento da Tocha Olímpica???? Temos diversas cidades turísticas no Brasil que estão nessa rota, poxa seria lindo que a nossa cidade também fizesse parte deste evento, não? Se o Centro de Treinamento estivesse funcionando, isto traria um brilho ainda maior para nossa instancia turística!! …”

 

 

Em outra postagem comentou ainda Ivan Pires :

 

A Sul esta indo carregar a tocha, pois foi selecionada pela NISSAN, patrocinadora do evento, após a marca tomar conhecimento do histórico da atleta. Ela é goiana e agora está morando em nossa cidade. Fico muito feliz que ela, por ser uma amiga e companheira de treinos, possa ainda que indiretamente nos representar neste evento…”

 

 

Já outro amigo esportista, Wilson de Bellis, grande atleta jordanense do passado até os nossos dias, que inclusive já jogou em uma equipe na Itália, tempos atrás, assim se expressou:

 

Concordo plenamente contigo José, e é isso que estou dizendo, tem muito atleta suando a camiseta sem apoio ou reconhecimento algum, batalhando por amor, então nada mais justo que pelo menos uns 10 atletas carregassem juntos a tocha por CJ, mas eu sou um sonhador….”

 

 

Nota deste colunista:

 

Não sei qual foi o critério adotado pelos organizadores ou patrocinadores, na escolha de atletas para conduzirem a tocha olímpica. Causou certa estranheza a este colunista o fato de que em se tratando de um evento esportivo de alto nível e que representa a união dos povos, o correto, no meu entender seria esportistas ou pessoas vinculadas ao esporte serem escolhidos para conduzirem a tocha e não certas pessoas que, por ter notória projeção publica, mas, nada a ver com o esporte, estão por aí conduzindo a tocha.

Quanto à Campos do Jordão, porque não se pensou em incluir na condução da tocha, em revezamento ou até mesmo formando fileiras alguns atletas jordanenses, pois, temos vários deles grandes vitoriosos em provas nacionais e internacionais, exemplo do que vai ocorrer em Sorocaba, onde vários atletas locais irão revezar a condução da tocha, pelas ruas da cidade.

Outro detalhe, se Campos do Jordão, cidade focada por atletas de renome, clubes e equipes, já imaginaram se tivesse sido escolhida e exatamente durante o mês de julho, quando para aqui convergem turistas de vários pontos do pais até mesmo do exterior, face a inúmeros eventos culturais e até mesmo esportivos, o qual não representaria status para os atletas condutores, as empresas patrocinadoras e ao esporte enfim ?

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