O Governo de São Paulo fez um apelo à população para a redução imediata do consumo de água em todo o território paulista. A medida ocorre em meio a uma intensa onda de calor e a um dos períodos mais secos dos últimos anos, combinação que elevou significativamente a demanda hídrica e passou a pressionar os mananciais que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo.
Na capital, os termômetros chegaram a 35,9 °C, a maior temperatura já registrada em um mês de dezembro e também a mais alta de 2025. O calor extremo provocou aumento de até 60% no consumo de água em algumas regiões, segundo dados da Sabesp, afetando diretamente os níveis das represas.
Em nota, o governo reforçou que “o uso da água deve ser priorizado para alimentação e higiene pessoal”, destacando que a colaboração da população é decisiva para manter a regularidade do abastecimento. O monitoramento dos sistemas é feito de forma contínua, com manobras operacionais e reforço pontual no fornecimento, inclusive com apoio de caminhões-pipa em áreas específicas.
Desde agosto, em parceria com a Arsesp, o Estado adotou a redução da pressão noturna da rede de distribuição na Região Metropolitana como estratégia preventiva. A medida, que hoje ocorre das 19h às 5h, gera uma economia diária estimada em mais de 1,2 milhão de caixas d’água de 500 litros, ajudando a preservar os mananciais durante o período crítico.
Dicas para economizar água
O banho segue como o principal vilão do consumo doméstico. Um banho de 15 minutos pode gastar até 150 litros, enquanto reduzir o tempo para 5 minutos representa economia significativa ao longo do mês. Verificar vazamentos em descargas, evitar o descarte de papel higiênico no vaso e manter a torneira fechada ao ensaboar louças também fazem diferença.
Na lavanderia, a orientação é ligar a máquina apenas quando estiver cheia e reaproveitar a água sempre que possível. Para limpeza externa, a recomendação é trocar mangueiras por vassoura e utilizar balde na lavagem de veículos.
Em um cenário de calor recorde e chuvas escassas, pequenas mudanças de hábito tornam-se fundamentais para garantir o abastecimento coletivo e atravessar o período de estiagem com mais segurança hídrica.


