Vivemos em tempos onde a originalidade parece estar em extinção, e a cópia, coitada, já virou profissão. Afinal, quem precisa de ideias próprias quando se pode pegar emprestado as dos outros, não é mesmo? Em um mundo onde o criador gasta horas, dias, talvez anos lapidando sua obra, o copiador brilha ao fazer… absolutamente nada, exceto um “Ctrl+C” seguido de um “Ctrl+V”. E, claro, isso é uma forma de elogio, porque, como dizem por aí, “imitar é a forma mais sincera de admiração” (embora o original possa discordar).
O verdadeiro artista cria do zero, transformando o vazio em algo significativo. Ele se entrega ao processo criativo, busca novas perspectivas e enfrenta a incerteza de cada traço, palavra ou nota. Já o copiador, esse herói moderno, opta pela “estratégia inteligente”: não inventar a roda, só pegar emprestada a que já está rodando bem.
É admirável a habilidade do copiador de reconhecer uma boa ideia… e simplesmente não resistir à tentação de usá-la como se fosse sua. É uma verdadeira arte! Afinal, se o original é tão bom, por que não reproduzi-lo? É prático, eficiente e evita todo aquele trabalho árduo de pensar.
Claro, o copiador vai te dizer que “não precisa reinventar a roda”, mas talvez tenha se esquecido de que foi alguém, em algum lugar, que teve que inventá-la. Mas quem se importa com a história, certo? No final das contas, o copiador vive na confortável sombra do gênio criativo, sem nunca arriscar o próprio brilho.
Portanto, brindemos aos copiadores, esses mestres da conveniência! E que os originais sigam criando, porque, sem eles, o que os copiadores fariam?

Ricardo M. S. Gonçalves
Fundador do Guiacampos.com e um dos
apaixonados por Campos do Jordão.


