Campos do Jordão completa nesta terça-feira (8) 100 dias desde que o projeto que cria a Zona Azul foi aprovado em primeira votação na Câmara Municipal. A proposta preve a implantação de um sistema de estacionamento rotativo pago nas áreas mais movimentadas da cidade, com o objetivo de melhorar a mobilidade urbana e facilitar o acesso ao comércio e aos serviços.
Mas o que era para ser um avanço acabou travado: o projeto nunca chegou à segunda votação. E o motivo ficou oficialmente registrado em um documento assinado pelo próprio prefeito: a Prefeitura retirou o projeto de tramitação no dia 21 de agosto, alegando que faria ajustes para atender sugestões de vereadores. Desde então, silêncio total.
Enquanto o projeto descansa, motoristas seguem rodando
A proposta, identificada como Projeto de Lei nº 26/2025, previa dois setores:
- Zona Azul: vagas em áreas comerciais, com limite de 2 horas;
- Zona Verde: áreas turísticas, com permanência de até 4 horas.
Sem uma política clara para a ocupação das vagas públicas, o que se vê é o cotidiano travado: carros ocupando as mesmas vagas por horas, circulação intensa atrás de espaço para estacionar e prejuízos para o comércio e os moradores.
Perda de tempo — e de paciência
Cem dias após a primeira votação, a Prefeitura ainda não reapresentou a proposta ajustada e o tema desapareceu da pauta da Câmara. Enquanto isso, motoristas seguem enfrentando um cenário de desordem, sem qualquer previsão de mudança.
A Zona Azul, que poderia trazer organização e equilíbrio ao uso das vagas públicas, ficou estacionada — literalmente. E quem paga por isso é a cidade, que perde em fluidez, acessibilidade e qualidade de vida.


