Resenha literária: A Tempestade – Shakespeare

Por: Sabrina Lira

Para começar, vamos falar um pouco daquela que é tida como a última peça do poeta, dramaturgo e escritor mais popular de todos os tempos. Quando se fala de William Shakespeare logo nos lembramos do amor trágico de Romeu e Julieta, do ciúme doentio de Otelo ou das angústias infindáveis de Hamlet.

No entanto, sabemos que a obra deste prolífico autor vai muito além. Entre comoventes tragédias, dramas históricos, elaboradas comédias e belíssimos sonetos, enfim chegamos ao derradeiro trabalho intitulado “A tempestade”, encenada na Inglaterra pela primeira vez em 1611.

A peça é uma metáfora aos poderes físicos e metafísicos, criando uma filosofia particular. O protagonista, o mago Próspero, ao que tudo indica é a figura simbólica do próprio bardo inglês que não poderia ter encontrado forma mais genial de se despedir, com esse magnífico testamento poético.

Supostamente inspirada nas lendas em torno do Triângulo das Bermudas, a fascinante história se desenrola a partir do naufrágio que isolou o, até então, duque de Milão numa ilha habitada por seres mágicos (o tido como ignóbil Caliban e o espírito Ariel), onde, por muitos anos, maquina sua vingança contra aqueles que lhe usurparam o poder até alcançar a sua redenção.

A tempestade encerra com maestria a revolucionária graphic novel “Sandman” do britânico Neil Gaiman, afinal “somos feitos da matéria dos sonhos, nossa vida pequenina é cercada pelo sono”.

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