Roubo de Jornais em Campos do Jordão levanta debate sobre censura e ataque à liberdade de imprensa

Na noite de 29 de setembro de 2024, a cidade de Campos do Jordão foi palco de um episódio que trouxe à tona preocupações com a liberdade de imprensa e o direito à informação. Aproximadamente 900 exemplares da edição 615 do jornal A Tribuna foram furtados no bairro Monte Carlo por volta das 23h20. A edição roubada, entre outras matérias, trazia uma reportagem de destaque que revelava denúncias envolvendo o Instituto Rita Lobato, responsável pela gestão da saúde do município e a empresa KM Consultoria em Saúde. As informações apresentadas pela matéria trazem indícios de irregularidades nos contratos da empresa, supostamente ligada ao atual vice-prefeito e também candidato, Caê. Denúncia essa que encontra-se em investigação pelo Ministério Público.

Segundo nota do Jornal, o furto dos exemplares levantou suspeitas de que a ação teria sido motivada por uma tentativa de impedir a circulação da denúncia, privando a população de informações relevantes sobre a gestão pública. A matéria de capa apresentava uma solicitação formal do vereador e candidato a prefeito, Jhonny Salvino, para que o Ministério Público investigasse os contratos entre a KM Consultoria e o Instituto Rita Lobato, com a alegação de que a empresa teria emitido aproximadamente 500 mil Reais em notas fiscais para o Instituto. O detalhe mais alarmante apontado pelo vereador é que a KM Consultoria seria registrada em nome de Karina Mercado Roque, funcionária de Caê em sua clínica de fisioterapia.

O roubo dos jornais foi imediatamente comunicado ao Delegado Titular de Campos do Jordão, Dr. Luís Geraldo Ferreira Jr., que, após análise das câmeras do COI – Centro de Operações Integradas de Campos do Jordão, identificou um dos suspeitos. O indivíduo foi levado à Delegacia de Polícia onde prestou depoimento.

Ainda na nota de repúdio divulgada no dia 3 de outubro, Sérgio Cardoso, diretor de jornalismo de A Tribuna, condenou veementemente o ato, classificando-o como um ataque à democracia

“Não iremos compactuar com o clima de acirramento da disputa para além do plano das ideias e propostas para a cidade de Campos do Jordão”, afirmou Cardoso, destacando que o jornal não se intimida diante de tentativas de silenciamento.

Ele ainda reforçou que A Tribuna não produz fake news, mas sim, noticiamos FATOS, doa a quem doer.”.

Promotoria notifica denunciados

A investigação sobre os contratos também ganhou força após o promotor Rodrigo Machado Fonseca notificar Caê, Karina Mercado Roque e a empresa KM Consultoria, exigindo que apresentem suas defesas em um prazo de 15 dias. A Prefeitura de Campos do Jordão foi igualmente oficiada para fornecer detalhes sobre os contratos firmados com a empresa, uma medida que visa garantir transparência no processo.

População tem direito à informação

A censura à imprensa é um problema sério, que compromete o direito da população de se informar e de fazer escolhas conscientes. Em um momento de intensa disputa eleitoral, a informação de qualidade e a transparência são pilares indispensáveis para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

“O jornal A Tribuna reafirma seu compromisso com a verdade e com os interesses da população jordanense, mantendo-se firme em seu propósito de informar a sociedade, mesmo diante de tentativas de intimidação.” finaliza Sérgio Cardoso

 

Leia Abaixo a íntegra da nota de repúdio do Jornal Tribuna


VISÃO DA TRIBUNA
NOTA DE REPÚDIO
CENSURA É AFRONTA À DEMOCRACIA
E NÃO IREMOS NOS CALAR

 

O período eleitoral ao contrário do que alguns candidatos defendem não é “tempo de guerra”. Com a completa falta de capacidade em apresentar propostas e projetos que elevem a qualidade de vida da população, preferem se utilizar de artifícios inescrupulosos, privando a sociedade da informação e indiscutivelmente colocando em risco a nossa democracia. Não iremos compactuar com o clima de acirramento da disputa para além do plano das ideias e propostas para a cidade de Campos do Jordão-SP.

O JORNAL A TRIBUNA, que há 24 anos atua na cidade em defesa da sociedade jordanense foi vítima de um crime: roubo de exemplares. Na noite do domingo, dia 29 de setembro, mais precisamente às 23h20, indivíduos levaram 900 exemplares de sua edição, no bairro Monte Carlo, na qual consta uma denúncia de capa em que o vereador e candidato a prefeito de Campos do Jordão, Jhonny Salvino, solicita ao Ministério Público a instauração de um inquérito civil e penal para investigar denúncias envolvendo supostas irregularidades em contratos entre a empresa KM Consultoria e Assessoria em Saúde e o Instituto Rita Lobato, responsável pela gestão da saúde no município desde 2022. De acordo com a denúncia, a empresa KM Consultoria em Saúde emitiu aproximadamente meio milhão de reais em notas fiscais para o Instituto que faz a gestão da saúde, em Campos do Jordão. A empresa, segundo o vereador, está registrada em nome de Karina Mercado Roque, funcionária do vice-prefeito e também candidato Caê, em sua clínica de fisioterapia. 

É importante ressaltar que não produzimos “Fake News”, mas sim, noticiamos FATOS, “doa a quem doer”. Tanto é que o promotor de Justiça responsável pelo caso, Rodrigo Machado Fonseca, expediu notificações formais para que Caê, Karina Mercado Roque e a empresa KM Assessoria apresentem suas defesas no prazo de 15 dias. A Prefeitura de Campos do Jordão também foi oficiada para fornecer informações detalhadas sobre os contratos firmados com a KM. “Instrua-se a notificação com cópia integral da denúncia”, determinou o promotor, enfatizando a necessidade de respostas rápidas. A informação na íntegra você pode conferir no “Conversa de Bastidores”, clique: https://conversadebastidores.blog.br

O Delegado Titular de Campos do Jordão, Dr. Luís Geraldo Ferreira Jr., foi informado sobre o fato (o roubo dos exemplares), e prontamente, após análise das câmeras do COI, identificou um dos indivíduos, que levado para a Delegacia de Polícia do município, prestou depoimento. O veículo de informação já solicitou ao delegado a íntegra do depoimento do suspeito.  

Esse tipo de atitude agride, envergonha e aumenta a descrença popular na política, além de serem descabidas no Estado Democrático de Direito. E quanto as reais necessidades da população, essas se tornam secundárias, quando na verdade deveriam prevalecer os interesses e ações dissociadas das demandas coletivas.

A ministra Cármen Lúcia, presidente TSE, tem toda razão quando diz que: “não podemos pactuar com desatinos e cóleras expostas em cenas de vilania e desrespeito aos princípios básicos da convivência democrática”.

Reafirmamos o nosso compromisso com a população de Campos do Jordão e com a democracia. NÃO IREMOS NOS CALAR!  

 

Campos do Jordão, 03 de Outubro de 2024

 

Sérgio Cardoso
Diretor de Jornalismo
A Tribuna


 

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