A Câmara Municipal de São José dos Campos recebeu na última semana um projeto de lei que propõe a proibição de simulações de atendimentos médicos de emergência com bonecas hiperrealistas — conhecidas como bebês reborn — em locais públicos da cidade. A proposta é do vereador Senna (PL), que alega que a prática tem causado confusão e transtornos em espaços como ruas, praças e até unidades de saúde, por induzir transeuntes a acreditarem que se trata de uma situação real envolvendo recém-nascidos.
Pelo texto do projeto, ficará vedada a simulação de procedimentos como massagem cardíaca ou respiração boca a boca em bonecas reborn em áreas públicas, unidades de saúde e prédios municipais. A norma, no entanto, não proíbe a posse ou comercialização das bonecas, apenas sua utilização em encenações que possam levar terceiros ao erro.
Penalidades previstas
Quem descumprir a regra, caso seja aprovada, poderá sofrer penalidades como advertência escrita, multa de R$ 500 em caso de reincidência, e multa de R$ 1.000 a partir da segunda reincidência. A fiscalização será feita pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Guarda Civil Municipal.
O projeto agora segue para análise nas comissões internas da Câmara. Se aprovado, será encaminhado para sanção do prefeito.
O que são bebês reborn
Os chamados bebês reborn são bonecas produzidas artesanalmente com alto nível de realismo, imitando recém-nascidos com impressionante riqueza de detalhes. Além do aspecto visual, algumas bonecas podem pesar o mesmo que um bebê verdadeiro e até simular batimentos cardíacos ou respiração.
Além do colecionismo, há quem adote as bonecas como se fossem filhos, participando de encontros e atividades que envolvem cuidados e brincadeiras, o que tem gerado polêmica e episódios de confusão em locais públicos.


