Nem só o Carrefulvio: McDonald’s também já perdeu na Justiça por marca

Enquanto o comerciante do interior paulista Fúlvio Coutinho foi condenado por copiar elementos visuais da marca Carrefour em seu “Carrefulvio”, há casos em que os gigantes também amargaram derrotas. Foi o que aconteceu com o McDonald’s, ao perder o direito exclusivo sobre o nome Big Mac na União Europeia.

Carrefulvio,condenado por copiar elementos visuais da gigante francesa Carrefour.

A decisão histórica foi motivada por uma disputa com a rede de fast-food irlandesa Supermac’s, que queria expandir para outros países europeus, mas era impedida pelo McDonald’s, que acusava semelhança indevida entre os nomes. A gigante americana usava o registro do nome “Big Mac” como argumento para barrar a concorrente.

O que ninguém esperava é que a Supermac’s entrasse com uma ação pedindo a anulação do registro, alegando que o McDonald’s não estava usando a marca de maneira real e comprovada no continente, como exigido pela lei de marcas europeia. E venceu.

A Justiça Europeia entendeu que a McDonald’s não apresentou provas suficientes de uso efetivo da marca Big Mac nos cinco anos anteriores. Resultado: a empresa perdeu o direito exclusivo de uso da marca na UE — uma reviravolta rara e simbólica em disputas desse tipo.

O caso mostra que, assim como o pequeno comerciante pode ser punido por aproveitar indevidamente marcas conhecidas, as grandes corporações também podem perder proteção legal se não fizerem uso adequado de seus registros.

Lições para os empreendedores:

Criatividade e identidade própria são essenciais para evitar problemas jurídicos.

Registrar uma marca é importante, mas usá-la de fato no mercado é o que garante a sua proteção.

A lei vale para todos — dos gigantes aos pequenos comerciantes de cidades como São Bento do Sapucaí.

 

 

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