O NUPES/Unitau apurou que o custo da Cesta Básica Familiar no Vale do Paraíba diminuiu 0,36% em agosto frente a julho — quinto mês seguido de queda. Mesmo assim, no acumulado de 12 meses, a cesta está 5,56% mais cara (acima do IPCA-15 de 4,95% no período). Em 2025, o saldo ainda é +1,09%.
Valores por cidade (ago/2025)
- Taubaté: R$ 2.820,57 (−0,33% vs. jul) — menor valor da região.
- São José dos Campos: R$ 2.821,85 (−0,89%) — maior queda mensal.
- Caçapava: R$ 2.842,92 (−0,17%).
- Campos do Jordão: R$ 2.938,37 (−0,06%) — maior valor da região. Diferença para Taubaté: R$ 117,80 (+4,18%).
- Média regional: R$ 2.855,93 (julho: R$ 2.866,20).
Peso no bolso
- Renda comprometida com a cesta na média regional: 37,63% (julho: 37,76%).
- Em Campos do Jordão, o comprometimento foi de 38,71% (julho: 38,74%).
Itens que mais mexeram no preço (ago → jul)
- Quedas (média regional): tomate −16,12%, alho −13,97%, batata inglesa −10,63%.
- Altas (média regional): abobrinha +18,10%, cenoura +17,03%, banana nanica +8,18%.
Por que caiu?
Segundo o NUPES, o recuo resulta de fatores sazonais, boa oferta agropecuária (entrada de novas safras em produtos como tomate e batata) e, em alguns casos, importações mais competitivas (caso do alho). Ainda assim, após sete meses de altas seguidos por cinco de quedas, o patamar de preços segue elevado em termos históricos.
Metodologia
O levantamento é feito pelo Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES) da Universidade de Taubaté (Unitau). A pesquisa acompanha mensalmente o custo da Cesta Básica Familiar em Taubaté, São José dos Campos, Caçapava e Campos do Jordão, calculando a média regional. O índice mede a variação dos preços de 34 produtos essenciais, como alimentos, higiene e limpeza, e o impacto sobre a renda de referência definida pelo DIEESE.


