Museu da Lã: Uma viagem encantadora pela história e arte da tecelagem

Na última sexta-feira, dia 27/10, as Mãostiqueiras, um negócio social que capacita artesãs de Campos do Jordão a trabalhar com a lã natural, inaugurou o Museu da Lã. O museu está localizado dentro da Casa Mãostiqueiras, no Parque da Lagoinha. Durante a inauguração, as artesãs, seus familiares, convidados, a imprensa local e autoridades como o secretário de cultura do município, Benilson Toniolo, e o secretário de turismo de Campos do Jordão, André Barbedo, celebraram o mais novo atrativo turístico e cultural da cidade.

A idealizadora da Mãostiqueiras, Juliana Muller Bastos, expressou sua gratidão pela presença de todos e compartilhou como o sonho de inaugurar o Museu da Lã teve início. “Neste ano, estamos celebrando sete anos de trabalho e realizando o sonho de inaugurar o Museu da Lã, um sonho que começou na casinha da Vila Matilde há 4 anos e meio. Foi lá que começamos a ganhar teares e equipamentos de beneficiamento da lã dos nossos visitantes. Por isso surgiu o desejo de colocar tudo isso à mostra. No entanto, nosso espaço era muito pequeno. No início de 2019, em abril, fizemos o primeiro post convidando as pessoas a participarem desse sonho conosco, colocando à venda o livreto ‘O Ciclo da Lã’. Logo depois, no começo de maio, recebemos o convite para vir para o Parque da Lagoinha. Acredito muito que a energia que depositamos nesse sonho nos permitiu estar aqui hoje com um espaço maior e a possibilidade de realizar esse sonho”, disse Juliana.

O Museu da Lã é dividido em sete ambientes que permitem aos visitantes explorar a história da lã natural em ordem cronológica, interagindo com equipamentos e comparando diferentes tipos de fibras naturais por meio do toque. Além disso, os visitantes têm a oportunidade de conhecer produtos contemporâneos produzidos com lã natural, como roupas tecnológicas, abrigadas dentro de um Yurt, uma cabana circular produzida com lã natural, tradicionalmente usada pelos pastores nômades da Ásia.

Museu da lã: Fruto do empreendedorismo e talento de três visionários de Campos do Jordão

Juliana Muller, Edgard Bitencourt e Lika Araújo, As mentes por trás do Museu da Lã de Campos do Jordão

Muitas “mãos” estiveram envolvidas na construção do Museu da Lã, este novo destaque cultural e turístico de Campos do Jordão, mas foram três notáveis mentes criativas da região que estiveram a frente desse sonho que agora se torna uma realidade.

Juliana Muller, Lika Araújo e Edgard Bitencourt uniram esforços incansáveis para materializar o projeto, que agora se destaca.

Juliana Muller foi a coordenadora do projeto, ela também desempenhou um papel fundamental tanto nas pesquisas e na geração de conteúdo. Seu comprometimento e dedicação foram essenciais para a concepção e a execução bem-sucedida do Museu da Lã.

Lika Araújo, além de ser a Coordenadora e Design de Artes Manuais, também contribuiu para as pesquisas. Sua visão estratégica e conhecimento profundo da região foram elementos essenciais para o sucesso do projeto.

Por fim, Edgard Bitencourt, talentoso arquiteto e designer, destacou-se como o responsável pelo projeto expositivo e pelo desenho gráfico do Museu. Sua expertise e criatividade foram fundamentais para criar uma experiência visual e expositiva única, proporcionando aos visitantes uma imersão completa na história e no potencial da lã.

O Museu da Lã não apenas representa um marco cultural para Campos do Jordão, mas também destaca a importância do empreendedorismo e da colaboração na criação de experiências enriquecedoras e educacionais para a comunidade e visitantes da região.

Fotos Juliana Porto Gonçalves

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